Sunday, October 29, 2006

CONTE CONOSCO, SR. PRESIDENTE!

PARABÉNS, MEU FILHO!

PARABÉNS, MEU FILHO!


Que Deus lhe dê o júizo que ainda procuro! Vamos procurar juntos este tal de juízo! FELIZ ANIVERSÁRIO!

Sunday, October 22, 2006

















O ESTADO EM QUESTÃO


Mais além das árvores do debate político, alguns temas fundamentais foram sendo incluídos na campanha eleitoral. Os gastos do governo é um deles, demarcando diferenças entre o Estado mínimo da plataforma liberal de Alckmin e a melhoria na qualidade desses gastos, sem se comprometer com sua diminuição por parte de Lula. A acentuação do privilégio das políticas de integração regional – Mercosul, Comunidade Sul-Americana de Nações, alianças Sul/Sul, como as com a Índia e a África do Sul, o Grupo dos 20 – da parte de Lula e o foco na Alca, nos tratados de livre comércio, antes de tudo com os EUA, bem como na prioridade das relações políticas e comerciais com os paises do centro do capitalismo por Alckmin. O fortalecimento de políticas reguladoras por parte do Estado por Lula e a extensão do papel do mercado por Alckmin.

Todo o debate se faz no marco da hegemonia de idéias levadas a cabo – na teoria e na prática – pelo liberalismo político e econômico. Este consolidou-se com um poder aparentemente incontrolável de influência. A combinação entre o esgotamento do ciclo expansivo do segundo pós-guerra, havia tido no Estado uma alavanca importante e que desembocou – aqui na América Latina – em processos de inflação descontrolada, ao mesmo tempo do fim da URSS – que aparecia como o mais modelo mais radical de economia estatizada -, promoveram a condenação do Estado. Este se tornou o vilão de tudo: responsável pela inflação, pelo declínio do crescimento, pela suposta ineficácia das empresas estatais, pela má prestação de serviços à população, pela burocracia, até mesmo pela corrupção.

A conseqüência? Estado mínimo, menos Estado e mais mercado, mais privatização, mais programas privados de saúde e de educação, etc., etc., cantilena que povoou os discursos e os artigos da imprensa nestas duas ou três décadas.

De repente, o candidato que começou pregando um “choque de gestão” – que implicaria basicamente maior retração do Estado -, que segue o processo de privatizações do seu governo em São Paulo – agora centrado na Nossa Caixa -, passa à defensiva e se propõe a assinar um documento em que se compromete a não privatizar mais. Contradiz declarações reiteradas de seus principais assessores econômicos – entre eles notoriamente Luiz Carlos Mendonça de Barros – de que a meta é a privatização da Petrobrás, medida a favor da qual reiterou sua adesão o ex-presidente FHC.

Privatização passou a ser uma palavra feia. O governo que havia promovido a venda de ações da Petrobrás, que chegou a mudar o nome da empresa para Petrobrax, para tirar-lhe o caráter de estatal no nome e preparar sua “globalização” – eufemismo para privatização – passa a ser repudiado pelo candidato do mesmo bloco que governou durante 8 anos.

O que teria mudado para que o Estado passe a ser reivindicado até mesmo pelo candidato do bloco conservador? É que os sucessos do governo Lula têm a ver com políticas que fortalecem a presença da esfera pública – como as políticas de assistência social, de educação, de cultura, entre outras. Da mesma forma que a política externa – o fator de maior diferenciação entre os governos FCH e Lula – se assenta nos processos de integração regional e de alianças inter-governamentais com países do sul do mundo, onde o Estado e não o mercado – como seria o caso dos tratados de livre comércio, como a Alca – é o grande protagonista.

Essa é a maior novidade ideológica dos debates políticos da campanha eleitoral que se aproxima do seu final.



Postado por Emir Sader às 19:34



















ALMA GUERRILHEIRA

Vou te fazer guerrilheira,
minha flor.
Embalsamar-te de raio materno
Pra que teu viver seja eterno
e perpetues a filha primeira,
minha flor!

Vou te fazer guerrilheira,
minha cor.
Pintar-te de alegria suprema
pra que olvides todo o dilema
do querer acuado em trincheiras,
minha cor!

Vou te fazer guerrilheira,
meu amor.
Alimentar-te de ira morena
pra que faças a vida serena
e esqueças a dor derradeira,
meu amor!


DiAfonso
















TUA NÃO-PRESENÇA

A tua não-presença
é muito mais que vazio
muito mais é que loucura:

transcende...
transcende...
transcende...

total ausência...

A tua não-presença
é muito mais que dor
muito mais é que não-cor:

flacidez é...
flacidez é...
flacidez é...

do pós-perder...

A tua não-presença
mata muito mais que o não-existir!

Muito mais que o não-estar:

solidão,
solidão,
solidão

de um Deus que não se vê...

DiAfonso

Sunday, October 15, 2006

É LULA... DE NOVO!!!!

LULA: PRESIDENTE DO BRASIL DE NOVO!

CONTE CONOSCO, SR. PRESIDENTE!


SERÁ QUE O JORNAL NACIONAL TERIA CORAGEM DE FAZER AS SEGUINTES PERGUNTAS AO ALCKMIN?
Queremos que Bonner e Fátima façam as seguintes perguntas ao Alckmin:

1.

O senhor, que promete um banho de ética, não percebeu que sua filha trabalhava com a maior quadrilha de contrabandistas de roupas, a Daslu?

2.

O Senhor não percebeu que sua esposa recebeu 400 vestidos de luxo, em troca sabe-se lá de que, e depois, sem jeito, ela declarou que havia doado para instituições de caridade, o que foi negado pela instituição?

3.

O senhor, ao assumir o segundo mandato, afirmava que a segurança pública era o maior problema do Estado. Por que menosprezou o PCC e permitiu que a população vivesse dias de pânico com os ataques?

4.

O que o senhor acha a respeito de os secretários do seu Governo negociarem com bandidos durante os ataques?

5.

Enquanto Governador, por que a bancada de seu partido não permitiu a criação de nenhuma CPI... O senhor não acha que as CPIS são importantes?

6.

Por que o senhor e seu partido privatizaram todas as empresas estatais de São Paulo, como as estradas - os pedágios cobrados são astronômicos -, como as empresas elétricas, o Banespa... Se assumir a presidência, o senhor vai privatizar a Petrobrás como FHC fez com a Vale do Rio Doce e, até hoje, ninguém sabe onde foi parar o dinheiro?

7.

Se o senhor for Presidente, vai invadir a Bolívia com o exército e se alinhar aos EUA, liderando a política de opressão aos povos da América Latina?

8.

Por que o senhor gastava tanto dinheiro com publicidade numa revista insignificante, que, por coincidência, era de seu acupunturista?

9.

Por que o senhor superfatura o pagamento para os empresários que exploram os restaurantes de comida a R$ 1,00, pagando mais R$ 3,50 por prato ao dono do restaurante, cuja clientela garantida é de mais de 1.000 refeições por dia, além de algumas benesses do Estado... Não é um assalto ao bolso do contribuinte?

10.

O senhor que fala tanto em choque de gestão, por que está deixando um rombo de 1 bilhão e duzentos mil no estado de São Paulo, que pode levar seu vice, Cláudio Lembo, para a cadeia? Ainda neste tema, o que o senhor achou da declaração do recém-eleito José Serra, dizendo que vai cancelar a privatização da Nossa Caixa, iniciada na surdina pelo senhor durante seu governo?


E com fôlego, Dia Na Noite,
foste logos
larga
lânguida
logo:
mulher
que faz do meu cosmo
um tumulto planetário.

DiAfonso

Feito brisa, teu abraço
Feito brasa, teu abrir-se

Com a tristeza dos que
Esgotam o ocaso em
Silêncio abismal,
Vislumbro a saudade
E, em seu bojo, a solidão...
E, em seu ventre, a configuração
De clamores inauditos,
Contorcendo-se em agônica espiral:
Plasticidade indelével...

Feito brisa, teu abraço
Feito brasa, teu abrir-se...


DiAfonso

Sunday, October 08, 2006