Sunday, September 03, 2006





REGISTROS DE UMA SAUDADE INOMINÁVEL
(RE-CORTES DISSONANTES)

Como quem alberga o peso do Universo lido e revisitado durante séculos, inquieto-me com este Hiato a cindir Teu Corpo do Meu: amo Você... amo Você e estou só, guardando este Silêncio Profundo que me cega e esta Distância Infesta que me devasta. Juntos, Silêncio e Distância assemelham-se a Uivos paridos em Noites Infindas, ferindo ouvidos de Ninguém

Estou cansado... dormente. Mas o que sinto por Você – este Amor Clandestino – absorve-me, incendeia-me. Meu Corpo, então, procura-Te incansável, inconsolado. E, na circunvolução na qual se acha

A Ti se entrega
,
Contigo se deita,
Em Ti vagueia,
Entre Ti intumesce,
Para Ti foi gerado,
Por Ti geme,
Sem ti arrefece,

sob Ti descansa
,

sobre Ti desliza afogueado, como animal bravio e solto nos campos, umedecendo-Te toda... invadindo-Te toda numa chuva torrencial cuja senha é um amo-Te... felicidade contida... inaudita...

(DiAfonso)

4 Comments:

Blogger Israel Ozanam said...

Cheguei a achar que fosse obra sua. Há inúmeras formas de descrever a solidão. Esta está impecável.

2:33 PM  
Blogger eurico said...

Belíssimo o texto! Conheci essa obra de arte em seu nascedouro. Sua publicação enriquece a língua portuguesa! Abs fraternos1
Eurico

8:26 AM  
Blogger dsouzaprof said...

Há os que vivem. Há os que escrevem. Há os que transformam a palavra em vida, e nela se inventam e nos contagiam. Você é um.
Daniel Souza

7:59 PM  
Blogger Josylene said...

MARAVILHOSO!!!Só li agora,olhando os detalhes.Parabéns,só têm textos com excelente qualidade.Parabens Dio!!!
Suas escolhas são demais.
Esse autor escreve perfeitamente...colca mais textos desse autor.Beijos lindo!

7:07 PM  

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