Sunday, January 21, 2007

Na vida não há derrotas, nem derrotados! Existem, apenas, "pedras no meio do caminho" (como dizia Drummond). Pedras não são percalços, não são empecilhos... pedras são topadas (quando era criança, vivia com o dedão do pé direito esfolado! rsrs) que nos enriquecem! Seja FELIZ SEMPRE! Custe o que custar!

PRAZER EM APROVAR!
Sem VOCÊ, nada do que está postado abaixo teria sentido. Obrigado por sua presença, sua objetividade, seu empenho. Vamos recomeçar... VOCÊ está livre (não há mais um prof. de português cobrando notas... que chato isso, né?!? rsrsrs) para fazer de seus projetos REALIDADE. Recomece com a Alegria reservada que existe em VOCÊ! Parabéns por tudo e obrigado, mais uma vez, por SUA PRESENÇA imprescindível!
Você não acha que é demais, não?!?! Conquistar o 3 lugar na UPE (CIÊNCIAS BIOLÓGICAS) e ainda ter... barroquinhas?!?! rsrsrsr... Beijão! Seja FELIZ SEMPRE!!!
Como foi boa a tua presença para o e.i!!!







Obrigado, meu filho! Honre sua escolha e seja um profissional competente. Que meu(s) neto(s), minha(s) neta(s) tenha(m) um pai que merece... como você merece ser meu filho!!! Saúde, paz e muito sucesso!!!

Que o seu lindo sorriso reflita sempre a vitória diante das dificuldades! Parabéns, Gabi!!!













Gabi, Cezar e Aline... Federais!!! É isso! Agora, esqueçam o pretinho aqui que o bixo vai pegar, tô logo avisando! rsrsr PARABÉNS a todos!!!
Valeu, meu povo!

Sunday, October 29, 2006

CONTE CONOSCO, SR. PRESIDENTE!

PARABÉNS, MEU FILHO!

PARABÉNS, MEU FILHO!


Que Deus lhe dê o júizo que ainda procuro! Vamos procurar juntos este tal de juízo! FELIZ ANIVERSÁRIO!

Sunday, October 22, 2006

















O ESTADO EM QUESTÃO


Mais além das árvores do debate político, alguns temas fundamentais foram sendo incluídos na campanha eleitoral. Os gastos do governo é um deles, demarcando diferenças entre o Estado mínimo da plataforma liberal de Alckmin e a melhoria na qualidade desses gastos, sem se comprometer com sua diminuição por parte de Lula. A acentuação do privilégio das políticas de integração regional – Mercosul, Comunidade Sul-Americana de Nações, alianças Sul/Sul, como as com a Índia e a África do Sul, o Grupo dos 20 – da parte de Lula e o foco na Alca, nos tratados de livre comércio, antes de tudo com os EUA, bem como na prioridade das relações políticas e comerciais com os paises do centro do capitalismo por Alckmin. O fortalecimento de políticas reguladoras por parte do Estado por Lula e a extensão do papel do mercado por Alckmin.

Todo o debate se faz no marco da hegemonia de idéias levadas a cabo – na teoria e na prática – pelo liberalismo político e econômico. Este consolidou-se com um poder aparentemente incontrolável de influência. A combinação entre o esgotamento do ciclo expansivo do segundo pós-guerra, havia tido no Estado uma alavanca importante e que desembocou – aqui na América Latina – em processos de inflação descontrolada, ao mesmo tempo do fim da URSS – que aparecia como o mais modelo mais radical de economia estatizada -, promoveram a condenação do Estado. Este se tornou o vilão de tudo: responsável pela inflação, pelo declínio do crescimento, pela suposta ineficácia das empresas estatais, pela má prestação de serviços à população, pela burocracia, até mesmo pela corrupção.

A conseqüência? Estado mínimo, menos Estado e mais mercado, mais privatização, mais programas privados de saúde e de educação, etc., etc., cantilena que povoou os discursos e os artigos da imprensa nestas duas ou três décadas.

De repente, o candidato que começou pregando um “choque de gestão” – que implicaria basicamente maior retração do Estado -, que segue o processo de privatizações do seu governo em São Paulo – agora centrado na Nossa Caixa -, passa à defensiva e se propõe a assinar um documento em que se compromete a não privatizar mais. Contradiz declarações reiteradas de seus principais assessores econômicos – entre eles notoriamente Luiz Carlos Mendonça de Barros – de que a meta é a privatização da Petrobrás, medida a favor da qual reiterou sua adesão o ex-presidente FHC.

Privatização passou a ser uma palavra feia. O governo que havia promovido a venda de ações da Petrobrás, que chegou a mudar o nome da empresa para Petrobrax, para tirar-lhe o caráter de estatal no nome e preparar sua “globalização” – eufemismo para privatização – passa a ser repudiado pelo candidato do mesmo bloco que governou durante 8 anos.

O que teria mudado para que o Estado passe a ser reivindicado até mesmo pelo candidato do bloco conservador? É que os sucessos do governo Lula têm a ver com políticas que fortalecem a presença da esfera pública – como as políticas de assistência social, de educação, de cultura, entre outras. Da mesma forma que a política externa – o fator de maior diferenciação entre os governos FCH e Lula – se assenta nos processos de integração regional e de alianças inter-governamentais com países do sul do mundo, onde o Estado e não o mercado – como seria o caso dos tratados de livre comércio, como a Alca – é o grande protagonista.

Essa é a maior novidade ideológica dos debates políticos da campanha eleitoral que se aproxima do seu final.



Postado por Emir Sader às 19:34



















ALMA GUERRILHEIRA

Vou te fazer guerrilheira,
minha flor.
Embalsamar-te de raio materno
Pra que teu viver seja eterno
e perpetues a filha primeira,
minha flor!

Vou te fazer guerrilheira,
minha cor.
Pintar-te de alegria suprema
pra que olvides todo o dilema
do querer acuado em trincheiras,
minha cor!

Vou te fazer guerrilheira,
meu amor.
Alimentar-te de ira morena
pra que faças a vida serena
e esqueças a dor derradeira,
meu amor!


DiAfonso
















TUA NÃO-PRESENÇA

A tua não-presença
é muito mais que vazio
muito mais é que loucura:

transcende...
transcende...
transcende...

total ausência...

A tua não-presença
é muito mais que dor
muito mais é que não-cor:

flacidez é...
flacidez é...
flacidez é...

do pós-perder...

A tua não-presença
mata muito mais que o não-existir!

Muito mais que o não-estar:

solidão,
solidão,
solidão

de um Deus que não se vê...

DiAfonso

Sunday, October 15, 2006

É LULA... DE NOVO!!!!

LULA: PRESIDENTE DO BRASIL DE NOVO!

CONTE CONOSCO, SR. PRESIDENTE!


SERÁ QUE O JORNAL NACIONAL TERIA CORAGEM DE FAZER AS SEGUINTES PERGUNTAS AO ALCKMIN?
Queremos que Bonner e Fátima façam as seguintes perguntas ao Alckmin:

1.

O senhor, que promete um banho de ética, não percebeu que sua filha trabalhava com a maior quadrilha de contrabandistas de roupas, a Daslu?

2.

O Senhor não percebeu que sua esposa recebeu 400 vestidos de luxo, em troca sabe-se lá de que, e depois, sem jeito, ela declarou que havia doado para instituições de caridade, o que foi negado pela instituição?

3.

O senhor, ao assumir o segundo mandato, afirmava que a segurança pública era o maior problema do Estado. Por que menosprezou o PCC e permitiu que a população vivesse dias de pânico com os ataques?

4.

O que o senhor acha a respeito de os secretários do seu Governo negociarem com bandidos durante os ataques?

5.

Enquanto Governador, por que a bancada de seu partido não permitiu a criação de nenhuma CPI... O senhor não acha que as CPIS são importantes?

6.

Por que o senhor e seu partido privatizaram todas as empresas estatais de São Paulo, como as estradas - os pedágios cobrados são astronômicos -, como as empresas elétricas, o Banespa... Se assumir a presidência, o senhor vai privatizar a Petrobrás como FHC fez com a Vale do Rio Doce e, até hoje, ninguém sabe onde foi parar o dinheiro?

7.

Se o senhor for Presidente, vai invadir a Bolívia com o exército e se alinhar aos EUA, liderando a política de opressão aos povos da América Latina?

8.

Por que o senhor gastava tanto dinheiro com publicidade numa revista insignificante, que, por coincidência, era de seu acupunturista?

9.

Por que o senhor superfatura o pagamento para os empresários que exploram os restaurantes de comida a R$ 1,00, pagando mais R$ 3,50 por prato ao dono do restaurante, cuja clientela garantida é de mais de 1.000 refeições por dia, além de algumas benesses do Estado... Não é um assalto ao bolso do contribuinte?

10.

O senhor que fala tanto em choque de gestão, por que está deixando um rombo de 1 bilhão e duzentos mil no estado de São Paulo, que pode levar seu vice, Cláudio Lembo, para a cadeia? Ainda neste tema, o que o senhor achou da declaração do recém-eleito José Serra, dizendo que vai cancelar a privatização da Nossa Caixa, iniciada na surdina pelo senhor durante seu governo?


E com fôlego, Dia Na Noite,
foste logos
larga
lânguida
logo:
mulher
que faz do meu cosmo
um tumulto planetário.

DiAfonso

Feito brisa, teu abraço
Feito brasa, teu abrir-se

Com a tristeza dos que
Esgotam o ocaso em
Silêncio abismal,
Vislumbro a saudade
E, em seu bojo, a solidão...
E, em seu ventre, a configuração
De clamores inauditos,
Contorcendo-se em agônica espiral:
Plasticidade indelével...

Feito brisa, teu abraço
Feito brasa, teu abrir-se...


DiAfonso

Sunday, October 08, 2006

Thursday, September 07, 2006

INEQUAÇÕES
Sou matemático de cabeça para baixo:
as inequações, marcas de minha impotência;
os números, teimosia de Infinitude...
postergando o meu capturar definitivo.
Sou matemático de uma agônica geometria:
as linhas, tortas por um contorno inacabado;
as esferas, derretidas na frouxidão do tempo
(talvez, doidamente mais lânguidas que os relógios-tempo de Dali);
os trapézios, trapalhadas trôpegas
de um discurso falido.
(DiAfonso)
CAOSAGONIA: UM ACORDE COM NINGUÉM


Meu cansaço esfacela-se sem nome
E eu esbravejo matilhas ofegantes, espumando
Pela Caça Fugidia que desliza espectral
Dos ombros inefáveis de Deus.

Meu cansaço esfacela-se sem nome
E eu estremeço legiões de demônios, temendo
Pelo Tudo Distante que emerge seminal
Dos ombros inomináveis de Deus.


Meu cansaço esfacela-se sem nome
E eu enlouqueço nômades errantes, viajando
Para Lugar-Nenhum que habita abismal
Os ombros intransponíveis de Deus.

Meu cansaço esfacela-se sem nome
E eu...
Que esbravejo por esta Caça,
Que estremeço por este Tudo,
Que enlouqueço por este Lugar-Nenhum,
Busco desbravar o labiríntico
Dessas sendas sem nomes:
Golpes golfando impotência
Diante dos ombros absurdos de Deus.



(DiAfonso)

Sunday, September 03, 2006





REGISTROS DE UMA SAUDADE INOMINÁVEL
(RE-CORTES DISSONANTES)

Como quem alberga o peso do Universo lido e revisitado durante séculos, inquieto-me com este Hiato a cindir Teu Corpo do Meu: amo Você... amo Você e estou só, guardando este Silêncio Profundo que me cega e esta Distância Infesta que me devasta. Juntos, Silêncio e Distância assemelham-se a Uivos paridos em Noites Infindas, ferindo ouvidos de Ninguém

Estou cansado... dormente. Mas o que sinto por Você – este Amor Clandestino – absorve-me, incendeia-me. Meu Corpo, então, procura-Te incansável, inconsolado. E, na circunvolução na qual se acha

A Ti se entrega
,
Contigo se deita,
Em Ti vagueia,
Entre Ti intumesce,
Para Ti foi gerado,
Por Ti geme,
Sem ti arrefece,

sob Ti descansa
,

sobre Ti desliza afogueado, como animal bravio e solto nos campos, umedecendo-Te toda... invadindo-Te toda numa chuva torrencial cuja senha é um amo-Te... felicidade contida... inaudita...

(DiAfonso)

UMA QUESTÃO DE ASSINATURA

Ainda não saíram da memória de todos as chocantes imagens veiculadas pela imprensa de cidades norte-americanas arrasadas pelo furacão Katrina, em agosto deste ano. Incômodo ver o flagelo de milhares de pessoas que, embora sejam do país mais rico do planeta terra, clamam por água, comida, abrigo, socorro. Obviamente, não cabem nessa hora considerações extremistas como as de se alegrar ao ver que, mesmo nos Estados Unidos, há fatos vivenciados diuturnamente e há séculos em países subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Também não é oportuno contentar-se com a realidade partilhada pelo lado pobre do planeta, já que naquele país assinalam-se situações semelhantes. As populações atingidas exigem soluções urgentes. Ninguém quer voltar a ver calamidade igual em algum território, apesar de não se poder conter a fúria da natureza, e refletir sobre o episódio será sempre válido.


É necessário admitir, inicialmente, que todas as regiões do planeta são passíveis de se tornar alvos momentâneos de desequilíbrios naturais. Propositalmente, ou não, os humanos ocupam placas tectônicas, ilhas vulcânicas, desertos, morros, várzeas, mangues e, por isso, necessitam de harmonia com o ambiente ocupado – tanto para mantê-lo com seus aspectos naturais, como para modificá-lo, atendendo às suas necessidades e às do próprio ambiente. O que ocorre, porém, é que nem sempre isso acontece. Movido pelas razões mais diversas (seja a necessidade de um abrigo, a supremacia territorial ou promessa de um ancestral), o homem povoa a terra – esteja ou não sob sua posse – destrói florestas, bombardeia toneladas de poluentes na atmosfera ou explosivos em solo alheio, e se esquece de que ocupa um ambiente natural tão frágil como a própria existência humana.


A ocupação do planeta nem sempre atendeu às condições de poderem se perpetuar o humano e o território ocupado. Por maiores que sejam as necessidades humanas dos recursos naturais para perpetuar sua espécie, ele disso se esquece no momento de aterrar mangues, assorear rios, lançar toneladas de óleo no mar ou simplesmente atirar um papel ao chão. A ilusão de ser eterno parece ocupar apenas um espaço no imaginário humano, mas a natureza não se ilude, não se imagina, não se quer eterna. Apenas vive.


Algo sobre o que não se pode deixar de pensar é o fato de que as sociedades humanas têm buscado, nos últimos tempos, formas harmoniosas de se manter viva. É o que se percebe ao lembrar eventos como a Rio 92 e o Protocolo de Quioto. Controlar a emissão de poluentes na atmosfera e planejar um desenvolvimento sustentável deixou de ser teses de ambientalistas para se tornar questões determinantes da sobrevida na terra, mesmo porque é inegável o superaquecimento das calotas polares, o aumento dos níveis dos mares, enfim, as mudanças terrestres oriundas das ações humanas. A omissão de líderes de alguns países para a questão pode ser percebida, hoje, não só pela ausência de uma assinatura em um documento, mas, sobretudo nos efeitos deletérios registrados por retinas atônitas da humanidade e pelas câmeras em fatos como a recente destruição provocada pelo furacão.

Não pode, portanto, haver dúvidas sobre a importância da redução dos níveis de poluentes na atmosfera terrestre. Não se pode entregar o destino de populações a governantes comprometidos apenas com a supremacia territorial, econômica, bélica de um país. Do contrário, teremos bem mais motivos para ficar estarrecidos, diante de furacões, tsunamis, terremotos e de muitas mortes, pois a natureza não admite a intolerância de seus ocupantes.

Daniel Souza (Professor de Língua Portuguesa e Literaturas Afins)